Reflexões

Brasil e Governabilidade: um olhar sistêmico

No Seminário Internacional de Constelações Familiares ocorrido em Brasília 2016, Bert e Sophie Hellinger falaram sobre a ingovernabilidade do nosso país. Que enquanto o povo brasileiro excluir e /ou não der um lugar em seu coração aos povos de origem, que nosso país continuará ingovernável. 
 
Quem são os povos de origem da maioria da população brasileira? São os índios, os negros e os portugueses. E o que fazemos em relação a eles? Aos negros, o racismo. Aos índios, a expulsão de suas próprias terras. Aos portugueses, piadas de mal gosto...
A ordem nos relacionamentos é honrar as raízes, é reconhecer quem veio antes. Pois, graças à eles, com a história que passaram, do jeito que foi... Hoje estamos aqui.
Já viram árvore sem raiz? O destino é a queda.
Por isso, compartilho a compreensão sob a ótica das ordens do amor, visão sistêmica segundo Bert Hellinger. A responsabilidade é de todos, e de cada um. 
Só há força pra seguir adiante de forma saudável com reconhecimento das próprias raízes. 
Desejo que possamos fazer as pazes com nossa história, enquanto povo brasileiro! Lembrando que, a partir dela, da forma como ocorreu, é que estamos aqui hoje.
Que possamos deixar o passado no passado, mas igualmente dar um lugar à quem nos antecedeu em nossos corações. 
 
Goiânia, 06.05.2016
Juliana de Sousa Pires
Psicóloga - CRP 09/2454
Consteladora Sistêmica

Do que se trata tomar os pais?

Pais e Filhos - Constelação Familiar

Tomar é um ato intencional de estar conectado com. Então, se diz que os pais dão a vida aos filhos... e que a ordem nos relacionamentos entre pais e filhos é que estes filhos tomem seus pais. Ou seja, recebam, aceitem seus pais da forma como são, com a história que tem. Sem querer mudá-los. Tomar é um ato de resignação, de humildade, de reconhecer os pais como grandes e se colocar como pequenos perante eles. Angelica Olvera, famosa na área da Pedagogia Sistêmica, cheia de bom humor, "brincou" no Seminário do Bert Hellinger, que deveríamos "tomar" pai e mãe três vezes ao dia... Como se fizesse analogia à prescrição de algo a ser tomado pra promoção de saúde ou tratamento de doenças.
Muitas vezes negligenciamos a saúde das relações, dos relacionamentos. E esta saúde começa exatamente aqui... nos primeiros relacionamentos de nossas próprias vidas (na verdade, começa ainda antes, com a história familiar dos pais). Relacionar-se bem ou mal, afeta o estado de saúde física. Pois, tudo está interligado. Impossível separar o emocional do corpo e o corpo dos relacionamentos. Da mesma forma, dizemos em relação ao relacionamento conjugal. O mesmo, da forma como ocorre, também começa bem antes de se conhecer o próprio cônjuge. E aí, neste sentido, além de tomar os próprios pais, é importante dar um bom lugar no seu coração aos pais do seu par também. É este movimento de honra e respeito àqueles que vieram antes que fortalecerá o casal, bem como aos filhos deste casal também. 
 
Exercício para Tomar os Pais
 
Em um momento e lugar tranquilo emita a frase: "Eu te vejo, você me deu o bem maior que foi a vida e  eu te honro, você é grande e eu sou pequena (o)." Em casos de dificuldade em emitir esta frase, persista... se a dificuldade permanecer, procure a ajuda de um profissional. Talvez alguns aspectos do relacionamento parental precisem ser melhor trabalhados antes que ocorra essa harmonização.  
 
Juliana de Sousa Pires - Psicóloga e consteladora

Casais e Contribuições da Constelação Familiar

É possível aumentar a força que une um casal? Que fatores podem contribuir para o enfraquecimento ou fortalecimento da relação conjugal? Essas são perguntas que muitas vezes inquietam, mas que, ao mesmo tempo, também nos oportunizam refletir sobre a dinâmica conjugal. Esta escrita se fundamenta, especialmente, a partir da visão sistêmica compartilhada por Bert Hellinger. O presente artigo tem por objetivo gerar reflexão acerca dos relacionamentos conjugais.
 

Leia mais:Casais e Contribuições da Constelação Familiar

Amor que adoece e amor que cura

Como nossa consciência pessoal nos liga a nossa família, ela desempenha um papel fundamental em nosso amor. 
Freqüentemente observamos nas crianças um amor especial, profundo e ilimitado em sua entrega e ao mesmo tempo auto-centrado e cego para suas conseqüências. Esse amor acredita no auto-sacrifício como modo de proteger as pessoas amadas, mesmo que isso na verdade não passe de uma idéia mágica que nada tem a ver com a realidade dos fatos observados. 

Leia mais:Amor que adoece e amor que cura

Reflexão: Quem sou eu?

"O amor se dirige àquele que a senhora pensa que conhece sua verdade verdadeira. Porém, o amor permite imaginar que essa verdade será amável, agradável, enquanto ela é, de fato, difícil de suportar.
 
Amar verdadeiramente alguém é acreditar que, ao amá-lo, se alcançará a uma verdade sobre si. Ama-se aquele ou aquela que conserva a resposta, ou uma resposta, à nossa questão “Quem sou eu?”
 
Por Jacques-Alain Miller em entrevista à Psychologies Magazine em outubro 2008.
 

Liberdade individual na dinâmica da Constelação Sistêmica

''A dinâmica da constelação demonstra que existe uma ligação inconsciente que influencia mutuamente as pessoas que convivem dentro de um sistema: seja uma família, uma empresa, um departamento, uma cidade ou até um país. Quando não ajustada, esta ligação exerce uma influência que traz conflito, dor, dificuldades, mantendo pessoas que criam um sentimento de co-dependência entre si. Quando ajustada, naturalmente as pessoas partem em busca de seus próprios caminhos de realização pessoal, de forma independente, respeitando os outros indivíduos, porém, sem sentir-se na obrigação de agir ou reagir devido às atitudes dos outros. A dinâmica da constelação deixa claro a necessidade da liberdade individual, do respeito aos papéis que cada um exerce e do limite entre “o dar e receber" nas relações, para que os grupos possam estar em harmonia." (Alex Possato)